3 coisas sobre 2017

16/01/2017

Por Arthur Lavieri - Diretor-presidente 

Para muitos, 2017 começou com um gosto de 2016B. Com o fim do tráfego de mensagens de otimismo e vida nova que circulam pelas redes sociais na virada do ano, a rotina dos negócios já voltou ao normal. E as dificuldades que vários mercados regionais enfrentam continuam as mesmas. É consenso nas conversas com clientes, fornecedores, bancos e demais parceiros de negócios que o ano 2017 será (ou precisa ser) um divisor de águas para um 2018 mais promissor.  E dentro de 2017, o primeiro semestre é ainda mais crítico.

Obviamente, iniciar um ano com o sentimento de que é simplesmente uma ponte para o ano seguinte (e sem uma paisagem interessante para aproveitar durante a travessia) não é uma das mensagens mais animadoras. E nem deveria ser mesmo. Temos visto a capacidade de certos dirigentes (notar que a palavra difere de líderes) em piorar o que já estava ruim. Desta forma, temos que seguir em frente com foco em fazer o melhor uso dos nossos recursos e tempo, na nossa família, comunidade e empresa. Resumo aqui 3 coisas que me pareceram boas sugestões para começar o ano:

1)      INDIGNAR-SE:  não se deixar anestesiar pelo estado das coisas. O bombardeio de más notícias e desmandos vai continuar por um tempo. Socialmente, não devemos aceitar este estado de coisas. Profissionalmente, devemos nos indignar com os problemas, o baixo desempenho, a má qualidade, o mau serviço. Indignar-se significa identificar os problemas e trabalhar de maneira construtiva para resolvê-los. Não significa revoltar-se. E não significa desviar-se.

2)      PREPARAR-SE: com a advento da internet, do ensino à distância, do acesso a livros gratuitos e tantas outras fontes de informação não existe mais desculpa para não estudar, não desenvolver algum conhecimento novo, não ampliar horizontes pessoais.  Ainda ouço absurdos como “a crise não me deixou viajar” ou “o trânsito não me deixa estudar”...e por aí vai. Uma coisa é certa: 2017 pode ser ruim ou bom. Não se preparar só ajudará uma pessoa no mundo: seu concorrente mais próximo para o que quer que seja que você almeje.

3)      MOVER-SE: a melhor forma de manter algum problema no mesmo nível de perturbação é não mudar nada na vã tentativa de tentar resolver. Sim, demanda energia e esforço. Ainda mais neste ambiente poluído por más notícias e descrença. Sentar-se e não se mover, não fazer algo diferente, dificilmente vai ajudar. Quem não se move, não realiza, não é visto.

INDIGNAR-SE com o estado de coisas, almejando o melhor. PREPARAR-SE como ser humano e “ser profissional”, almejando o melhor. MOVER-SE para realizar e construir, almejando e conquistando o melhor. Não tem receita de bolo, não tem fórmula de autoajuda e não tem solução simples.  Mas – geralmente – o que vale a pena não tem mesmo.