2018-De volta para o futuro no mercado de plataformas de trabalho em altura (PTA)

08/02/2018

Por Arthur Lavieri - Diretor - Presidente

O ano de 2018 será extremamente importante para o segmento de PTAs. Depois de 3 anos de intensa crise e fortes mudanças no mercado, um período de leve recuperação se inicia. E essa será a primeira vez em que o mercado operará de forma quase "normal". Explico: o segmento de PTAs é relativamente novo no Brasil (aproximadamente 20 anos). Em 2002 o Brasil registrou a importação de 80 máquinas e esse número cresceu de forma explosiva até atingir 8.000 em 2013. Depois disso, despencou com a crise.  Essa explosão se deu por conta de uma demanda fortemente influenciada por fatores que não se repetirão: preparação para copa, olimpíadas, taxa cambial baixa, abundância de crédito para aquisição de máquinas, riscos baixos percebidos pelos bancos, etc.

Em 2014 o mercado já dava mostras de inversão de tendências. Mesmo assim, dezenas de empresas haviam recém adentrado o segmento de PTAs sem experiência ou tradição no mercado de serviços especializados ou aluguel. Com o aprofundamento da crise entre 2015 e 2016, tudo mudou: queda generalizada da demanda, derrubada de preços, elevação de juros e custos (inflação, preços de peças, fretes, etc), inadimplência explosiva, óbvio envelhecimento das máquinas. Ou seja, uma conjunção extremamente negativa de fatores que espremeu margens e levou inúmeras empresas à precariedade dos serviços oferecidos e à saída do mercado.

As consequências foram péssimas. Ao longo de 2017 o nível de serviço de manutenção e atendimento dos poucos projetos oferecidos caiu muito. E com ele a implicação mais grave: sobre o nível de segurança! PTAs são máquinas destinadas a ampliar a produtividade dos trabalhos em altura mas - e especialmente - a SEGURANÇA.

Nesse início de 2018 quando escrevo, as condições macroeconômicas Brasileiras parecem se estabilizar. A oferta de equipamentos com qualidade de manutenção parece ter atingido seu patamar de equilíbrio mínimo e uma pequena recuperação se esboça. Essa é a chance das empresas e agentes "sobreviventes da crise" em se organizar melhor e se preparar para um mercado que operará de forma "normal", ou seja, demanda com comportamento regular, grande esforço em manutenção e recuperação de máquinas, reconquista de clientes através de forte trabalho de consultoria e suporte pré-vendas, treinamento e especificação. Em outras palavras, o mercado de PTA passará a operar como tantos outros: sem grandes fatos novos ou artificiais a impulsionar ou retardar seu desenvolvimento. E isso é bom, pois essa é a chance de refundar as bases de um futuro que ainda não começou e que tem tudo para fazer das PTAs o mesmo sucesso vivenciado na América do Norte e Europa.